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Consumo consciente, Minimalismo

Menos coisas, mais felicidade

Será que ter menos coisas, em um espaço menor, traz mais felicidade?

Falar que o aumento do poder aquisitivo da população leva ao aumento do consumo chega a ser redundante. Mas o que pouco se fala é do resultado disso: o consumismo.

Consumo e consumismo são termos que soam parecidos, mas possuem significados bem diferentes: enquanto consumo é uma atividade vital para fazer a economia girar e suprir nossas necessidades do dia-a-dia, consumismo se associa ao hábito de comprar bens supérfluos impulsionados por um desejo sem que haja uma necessidade real.

A sociedade contemporânea nos estimula a consumirmos cada vez mais, iludindo-nos com a ideia de que, através da aquisição de bens, nos sentiremos mais felizes e realizados. Doce ilusão.

Em seu TED Talk “Less stuff, more happiness”, o arquiteto e designer canadense Graham Hill pergunta: Será que ter menos coisas, em um espaço menor, leva a mais felicidade?

Segundo Hill, os norte-americanos possuem hoje três vezes mais espaço do que possuíam 50 anos atrás. Ainda assim, o mercado de “armazenamento pessoal” não para de crescer no país e já movimenta 22 bilhões de dólares por ano. O resultado desse acúmulo cada vez maior de pertences leva a mais dívidas no cartão de crédito, aumento da pegada ecológica e mais estresse, lembra o palestrante.

Hill então sugere uma nova maneira de fazer com que o menos, na verdade, signifique mais. Sabe como? Através do desapego! Ele questiona sobre nossas vidas enquanto morávamos numa moradia estudantil durante a universidade, ou durante viagens, onde passamos por experiências em campings ou albergues com quartos compartilhados, dizendo que estas experiências nos trouxeram um pouco mais de liberdade, tempo e tranquilidade. Pensando nisso, Hill criou o projeto Vida Editada (Life Edited) no site lifeedited.org.

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Consumo consciente, Minimalismo, Slow fashion

O guarda-roupas de 10 itens

O que você faria se tivesse que limitar seu guarda-roupas a apenas 10 itens?

Todos nós acumulamos em nossos guarda-roupas itens que não usamos mais, pois tendemos a acreditar que quanto mais roupas possuímos, mais fácil se torna a missão de encontrar algo para nos vestir.

Durante seu discurso no TEDxStGeorge, Jennifer L. Scott, autora do best-seller Lessons from Madame Chic e criadora do blog The Daily Connoisseur, afirmou que o oposto é verdadeiro: quanto menos roupas nós possuímos, mais fácil é o processo de decisão do que vestir, já que as opções são limitadas.

Outro fator que contribui para o acúmulo de roupas é a tentação das promoções, que nos estimulam a adquirir itens desnecessários apenas pelo baixo preço. Somado a isso vem a influência externa de diversos estilos e tendências, que acabam ofuscado o nosso senso de estilo pessoal e nos torna suscetíveis a usar sempre os mesmos itens (roupas de ginástica, diga-se de passagem, mesmo quando as pessoas não se exercitam) para facilitar a escolha dos looks diários.

Quando Jennifer se mudou para Paris em 2001 para viver com uma família francesa (a quem ela se refere como “Família Chic”) durante seu intercâmbio, ela entrou em pânico ao conhecer seu novo quarto, que continha um pequeno armário com apenas dez cabides, já que ali não caberia suas duas malas de roupas trazidas da Califórnia.

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Lund University
Minimalismo

Suécia e o lagom – por uma vida minimalista

Depois de ter morado em 3 países, 5 cidades, 11 casas diferentes e ter viajado por mais uns tantos outros lugares, comecei a rever minhas antigas ideias do que é importante ou não para “viver bem”. Quando se muda ou viaja com frequência, coisas que antes eram essenciais tornam-se supérfluas, já que tendemos a dar mais atenção às experiências vividas do que aos bens materiais que possuímos.

Lembro que quando voltei para o Brasil após ter passado quase um ano na China, trouxe de volta apenas as duas malas que tinha levado – e que foram suficientes para viver durante aquele tempo todo.

Naquele ano, tinha comprado vôos promocionais para fazer um mochilão pelo Sudeste Asiático e o limite de bagagem permitido para esse tipo de passagem era de 15kg. Esses 15kg tinham que durar por 6 semanas, incluindo laptop, câmera e tablet (“mochileira de primeira viagem” faz essas besteiras), além de espaço para as lembrancinhas que eu queria levar de cada lugar. Ou seja, se minha mochila pesasse mais do que 15kg, além de ter que pagar taxas adicionais em cada vôo, eu também ficaria com uma super dor nas costas ao carregar tudo isso pra cima e pra baixo.

Aqui na Suécia, como eu sempre faço minhas compras no supermercado de bike ou à pé, levo apenas o que consigo carregar. Quando morava no dormitório estudantil, eu tinha apenas uma prateleira na geladeira, uma gaveta no freezer e uma porta no armário da cozinha para guardar minha comida, ou seja, se comprasse uma quantidade maior do que coubesse nesses espaços, não teria onde guardar. Isso me levou a fazer compras apenas com a quantidade suficiente de comida para passar a semana. Conforme esses espaços esvaziavam, eu comprava mais. Assim nada estragava, eu sempre tinha alimentos essenciais e frescos. Leia mais