Browsing Tag

fast fashion

fast fashion
Fast fashion

Fast fashion, a moda descartável

fast fashion causa impactos sociais e ambientais, e é preciso repensar nossos hábitos de consumo

O setor de vestuário é o segundo maior setor consumidor dos Estados Unidos. Só nos EUA, são vendidas 20 bilhões de peças por ano, que representam 68 peças per capita, ou seja, mais de uma peça comprada por pessoa a cada semana. Desse total, 12,7 milhões de toneladas de roupas são descartadas anualmente, sendo que 1,6 milhões de toneladas (quase 13% desse total) poderiam ser reutilizadas.

O grande responsável por isso é a chamada fast fashion, termo que significa um padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados – literalmente – rápido. O modelo de negócios da fast fashion depende da eficiência em fornecimento e produção em termos de custo e tempo de comercialização dos produtos ao mercado, que são a essência para orientar e atender a demanda de consumo por novos estilos a baixo custo.

As grandes varejistas de moda, como Zara, H&M e Forever 21 faturam duas vezes mais que seus concorrentes tradicionais e tem uma margem de lucro entre 65% – 75%. Só em 2011, o faturamento dessas marcas foi de US$11,4 bilhões, US$15 bilhões e US$2,6 bilhões de receita, respectivamente.

Até os anos 70, 75% das roupas consumidas nos Estados Unidos eram produzidas no país. Entretanto, esse número passou para apenas 2% em 2013, o que significa que a confecção de roupas é terceirizada para países como China, Bangladesh ou Camboja com o objetivo de acelerar a produção e aumentar as margens de lucro.

O custo de mão-de-obra no exterior, por exemplo, representa menos de 1% do valor de varejo de uma peca de roupa. O pagamento dos trabalhadores de fábricas têxteis muitas vezes é feito por produção (por peça), o que gera baixo custo para o consumidor e alto custo para os trabalhadores, já que estes enfrentam longas jornadas de trabalho em espaços superlotados e em condições perigosas.

Já falamos aqui do reality show que colocou blogueiras de moda para conhecer a realidade das fábricas têxteis no Camboja.

Leia mais

Fast fashion, Tá na moda

Vending machine mostra o que está por trás da fast fashion

Moda por uma pechincha – isso é o que todo mundo quer. Uma camiseta por 2 euros não é algo inimaginável na onda de fast fashion. Infelizmente, as pessoas nem sempre consideram quem está pagando o preço real por trás da moda barata.

Para conscientizar os consumidores, a organização Fashion Revolution realizou um experimento social em Berlim para mostrar o que realmente está por trás da fast fashion, como é conhecida a moda barata. Criada pelas agências BBDO e UNIT9, a ação instalou uma vending machine na praça Alexanderplatz que oferecia camisetas a 2 euros.

Baratas, as camisetas atraíram muitos compradores que, ao selecionarem o tamanho da peça, encaravam a verdade que estava por trás do preço baixo: uma fábrica de roupas em Bangladesh que paga mulheres e crianças cerca de 13 centavos por hora para costurarem camisetas em um ambiente hostil, do qual já falamos aqui e aqui.

No final do vídeo, a vending machine questionava se a pessoa queria pagar os 2 euros pela camiseta ou se aceitava doar o valor para um fundo de combate ao trabalho escravo. Segundo a Fashion Revolution, dos 150 consumidores que se interessaram pela roupa barata, 90% decidiram doar o dinheiro.

Vimos no Hypeness.

Fast fashion

Fast fashion discutida por John Oliver

Dias após o Fashion Revolution Day, que marca o segundo ano após o colapso do complexo têxtil Rana Plaza em Dhaka, Bangladesh, matando mais de 1130 pessoas; o comediante John Oliver trouxe fast fashion à tona em um discurso articulado sobre as implicações morais da indústria da moda durante seu programa Last Week Tonight na HBO.

Provocativo desde o início, introduz o tema com “Moda, a personalidade que você pode comprar”.

Leia mais

Fast fashion

Por que H&M custa mais do que você imagina?

Lojas de fast fashion como H&M, Zara e Forever 21 tornaram o acesso à moda mais fácil e barato do que nunca. Mas qual é o custo real dessas roupas de baixa qualidade produzidas em massa?

Pessoas tem comprado mais roupas do que nunca, graças à indústria de fast fashion – a moda barata que é descartada, literalmente, rápido. Fast fashion é como fast food – é a versão barata de roupas da moda vendidas em grandes quantidades por preços baixos.

Desde que as grandes varejistas de fast fashion popularizaram-se nos anos 90, os custos das roupas tem caído drasticamente, embora os preços de todos os demais bens tenham apenas aumentado no mesmo período. Isso se deve principalmente aos materiais e mão-de-obras baratos. Embora os americanos estejam consumindo mais, o orçamento destinado ao vestuário caiu de 10,4% em 1960 para apenas 3% em 2013.

Leia mais

sweatshop - cover
Consumo consciente, Fast fashion

Reality show envia blogueiras para trabalhar em fábrica têxtil no Camboja

A realidade por trás do consumo de fast fashion

As gigantes de fast fashion como Zara, H&M e Forever21, há muito conhecidas por popularizar o acesso à moda barata, também revelam o outro lado da moeda: condições precárias de trabalho nas confecções subcontratadas, impacto ao meio ambiente e incentivo à uma cultura de descarte.

Não fosse apenas isto, ainda contribuem para a glamourização da cultura do descarte os fashionistas, que muitas vezes montam um guarda-roupa inteiro em um mês, repleto de presentes de grandes marcas ansiosas por endosso destes formadores de opinião. Mas cá entre nós, até onde essa formação de opinião em torno de um consumo desenfreado vai parar? De quem é a responsabilidade por isto: das marcas, dos formadores de opinião, ou dos consumidores finais, que finalmente são os usuários no final da cadeia de compras?

Como uma forma de provocar e alertar para este modelo de consumo, Sweatshop – Deadly Fashion, um experimento social produzido pelo jornal norueguês Aftenposten, resolveu colocar blogueiros de moda à prova, levando-os a conhecer a realidade de uma fábrica têxtil no Camboja. No reality show online, os blogueiros Anniken Jørgensen, Frida Ottesen e Ludvig Hambro passaram um mês em Phnom Penh em 2014 para experimentar na pele as condições de trabalho dos trabalhadores têxteis cambojanos.

Leia mais