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Slow fashion

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Slow fashion: uma alternativa sustentável ao fast-fashion

O slow fashion não é uma típica tendência sazonal de moda, mas sim um movimento que está ganhando espaço e chegou para ficar

Imagine que você está passeando no shopping com uma amiga. É semana de liquidação, com tudo chegando até 70% OFF. Você passa por uma vitrine e se apaixona por um par de sapatos. Não que você precise deles – afinal, tem outros tantos similares no guarda-roupas, mas você não pode perder a chance de comprar essa bagatela com o preço reduzido. Soa familiar?

Agora considere que esses sapatos baratérrimos tiveram o design concebido, produzido e posto à venda em tempo recorde, afinal, se o processo demorasse muito, a tendência teria passado. No entanto, para assegurar o preço matador, foi necessário usar matéria-prima de baixa qualidade e mão-de-obra barata na fabricação. Isso seria excelente do ponto de vista da economia para o consumidor e do lucro dos varejistas, mas como diria aquele ditado popular, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”.

Hoje em dia, com uma indústria da moda fortemente pautada na produção global e em massa onde coleções vão da fase de design até as lojas numa questão de semanas, a moda se tornou mais acessível – e descartável – do que nunca. Com varejistas vendendo as últimas tendências de moda a preço de banana, consumidores são facilmente seduzidos a comprar mais do que precisam. Mas este consumo desnecessário vem com um preço oculto, onde o meio ambiente e trabalhadores da cadeia produtiva são quem acaba pagando.

O que é o movimento slow fashion?

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Imagem: Mochni

Em contrapartida ao “fast fashion” – o fenômeno global de produção em massa e consumo desenfreado – originou-se na Europa o movimento “slow fashion”. Ele surge como uma alternativa que promove um modo de pensar, agir e consumir consciente e sustentável.

O termo ‘slow fashion’ foi criado em 2008 pela inglesa Kate Fletcher, consultora de design sustentável e professora do Centre for Sustainable Fashion, inspirado no movimento Slow Food. Assim como em relação à nossa alimentação, o movimento slow fashion incentiva que os consumidores estejam cientes de cada etapa da cadeia produtiva – desde o design até a produção, uso e ao potencial de reaproveitamento de cada peça. Leia mais

coleção de moda compartilhada
Consumo consciente, Moda sustentável, Slow fashion, Trocaria

#MaisAmorMenosRoupa, uma coleção colaborativa para trocar

E se, ao invés de comprar roupas novas, você pudesse pegar peças de uma coleção emprestadas, mas apenas se repassasse pra frente depois?

Milhões de toneladas de roupas são desperdiçadas todos os anos no mundo. É matéria-prima e muito trabalho envolvido que vai para o lixo, sendo que a maior parte das peças ainda está em perfeita condição de reuso. É hora de passar para frente as roupas que já compartilharam tantos momentos conosco, mas já não têm mais lugar em nossas vidas – e armários.

É por isso que o Trocaria, em parceria com algumas das marcas e designers mais sustentáveis e bacanas do Brasil, uniram forças para inspirar acerca do consumo consciente e colaborativo de roupas.

Assim surgiu a #MaisAmorMenosRoupa, uma coleção compartilhada na qual você pega uma peça emprestada, usa e depois passa ela pra frente!

Funciona assim:Campanha #MaisAmorMenosRoupa - consumo colaborativoMostre que ter estilo é apoiar uma boa causa e junte-se ao movimento #MaisAmorMenosRoupa no Instagram do Trocaria. Leia mais

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Minimalismo, Slow fashion

Armário-cápsula: o que é e como montar um

Armário-cápsula, termo criado pela britânica Susie Faux nos anos 70, consiste em uma coleção de poucos itens essenciais de roupas que não se tornam obsoletos com a mudança das tendências de moda.

Nos dias de hoje, o termo se refere a uma coleção limitada de peças que, quando combinadas entre si, maximizam o número de looks originados a partir das roupas iniciais. O objetivo é ter um look apropriado para cada ocasião sem possuir uma quantidade excessiva de roupas (que normalmente ficam encostadas no armário depois de um tempo).

Armário-cápsula é uma técnica que consiste em escolher uma quantidade limitada de peças para vestir durante um tempo determinado, sem comprar nada novo, apenas criando combinações com as peças existentes.

O conceito vem sendo difundido por blogs como o Un-Fancy, onde a blogueira Caroline encara o desafio de viver com apenas 37 peças de roupas que são atualizadas a cada três meses – sem comprar nada por impulso.

armario capsula

Looks com peças de armário-cápsula

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Consumo consciente, Minimalismo, Slow fashion

O guarda-roupas de 10 itens

O que você faria se tivesse que limitar seu guarda-roupas a apenas 10 itens?

Todos nós acumulamos em nossos guarda-roupas itens que não usamos mais, pois tendemos a acreditar que quanto mais roupas possuímos, mais fácil se torna a missão de encontrar algo para nos vestir.

Durante seu discurso no TEDxStGeorge, Jennifer L. Scott, autora do best-seller Lessons from Madame Chic e criadora do blog The Daily Connoisseur, afirmou que o oposto é verdadeiro: quanto menos roupas nós possuímos, mais fácil é o processo de decisão do que vestir, já que as opções são limitadas.

Outro fator que contribui para o acúmulo de roupas é a tentação das promoções, que nos estimulam a adquirir itens desnecessários apenas pelo baixo preço. Somado a isso vem a influência externa de diversos estilos e tendências, que acabam ofuscado o nosso senso de estilo pessoal e nos torna suscetíveis a usar sempre os mesmos itens (roupas de ginástica, diga-se de passagem, mesmo quando as pessoas não se exercitam) para facilitar a escolha dos looks diários.

Quando Jennifer se mudou para Paris em 2001 para viver com uma família francesa (a quem ela se refere como “Família Chic”) durante seu intercâmbio, ela entrou em pânico ao conhecer seu novo quarto, que continha um pequeno armário com apenas dez cabides, já que ali não caberia suas duas malas de roupas trazidas da Califórnia.

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estilo minimalista
Consumo consciente, Minimalismo, Slow fashion, Tá na moda

Estilo minimalista: como usar

No estilo minimalista, elegância não deriva da abundância, conceito conectado ao movimento slow fashion e ao consumo consciente. Saiba mais e inspire-se!

Minimalismo é um conceito vem se popularizando nos últimos tempos, seja porque as pessoas se cansaram do consumismo “vazio” e sem propósito ou porque, após terem conquistado o básico para viver confortavelmente, puderam prestar mais atenção nas coisas que o dinheiro não compra, como inclusive já falamos neste post.

Mas antes de falarmos de estilo minimalista, precisamos entender o conceito de minimalismo. Minimalismo, ao contrário do que muitos pensam, não consiste em viver em um apartamento pequeno com poucos móveis modernos e sem TV. Também não tem nada a ver com arquitetura clean ou design de interiores funcional baseado nos móveis do IKEA. Tampouco significa vender o carro, se livrar de todas as roupas e pedir demissão do emprego para ir morar na Tailândia levando apenas uma mala (o que não seria uma má ideia, por sinal ;)).

Minimalismo está ligado ao desprendimento dos excessos em favor da valorização do que é importante para encontrar a felicidade, satisfação pessoal e liberdade.

Como o minimalismo influencia a moda?

O termo “menos é mais”, popularizado pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe, defende que elegância não deriva da abundância. Ele prega a busca pela essência construtiva, eliminando os excessos e focando na real necessidade ao invés de supérfluos. Para ele, minimalismo é uma construção sem firulas ou exageros, que preza pela eliminação da estética desnecessária.

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