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Moda sustentável

Moda circular: o conceito que vai revolucionar o futuro da moda

Até recentemente, a indústria da moda tinha sido baseada no modelo linear de ‘pegar, fazer e descartar’, tornando-a a segunda indústria mais poluente do planeta. Mas o impacto da moda linear como conhecemos atualmente pode estar com os dias contatos: quem chega como uma alternativa mais inteligente para a cadeia produtiva é a moda circular.

O que é moda circular?

Introduzido pela primeira vez em 2014, na Suécia, pelo então coordenador de sustentabilidade ambiental da H&M, Felix Ockborn, o termo moda circular é inspirado nos conceitos de ‘economia circular’ e ‘moda sustentável’.

Baseado no framework de economia circular da Fundação Ellen MacArthur, a definição de moda circular cunhada pela Dra. Anna Brismar, do site CircularFashion.com, é:

A moda circular pode ser definida como roupas, sapatos ou acessórios que são concebidos, selecionados, produzidos e fornecidos com a intenção de serem usados e circularem de forma responsável e eficaz na sociedade pelo maior tempo possível na sua forma mais valiosa e, daí em diante, retornarem seguramente para a biosfera quando não mais de uso.

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Consumo consciente, Moda sustentável, Tá na moda

Roupas usadas, hábitos novos: 6 razões para comprar em brechó

2017 chegou e, com ele, uma lista interminável de resoluções de ano novo: fazer matrícula na academia, se alimentar melhor, iniciar um curso de especialização, viajar para aquele safari dos sonhos na África e, porque não, botar a ordem na casa – começando pelo guarda-roupas, é claro. No entanto, organizar a bagunça não é tarefa fácil (embora esse guia de como organizar o guarda-roupa dê uma mãozinha), até por isso que postergamos a arrumação.

E mesmo quem não é fashion addict concorda: com tantas promoções acontecendo simultaneamente nessa época do ano, não tem como escapar.

Muitas das compras – principalmente as que ocorrem por impulso – tem como principal motivador não a necessidade de uso daquela peça, mas sim “a nova pessoa” que nos tornamos ao vesti-la. E como disse John Oliver nesse vídeo sobre fast-fashion“moda é a personalidade que você pode comprar”.

Passada a fase de encanto, o que resta são parcelas a perder de vista e um guarda-roupas abarrotado de coisas – muitas das quais, muito provavelmente, nunca mais voltaremos a usar.

Mas como combinar o desejo por roupa nova ao mesmo tempo em que tentamos consumir de forma mais consciente? Quando bater aquela vontade de vestir algo novo, a melhor opção é ir de brechó!

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Consumo consciente, Moda sustentável

Descomplique seu armário: o que manter, jogar ou doar?

Com a chegada do Ano Novo e nossa lista de resoluções definida, é hora de preparar o terreno – ou melhor, o guarda-roupas, para o que está por vir. Confira nossas dicas de como organizar o armário e dar vida nova às suas peças em 2017.

Sabia que 85% das pessoas mantém roupas que não usam mais? Tendemos a acumular peças de roupa seja por valor sentimental, por achar que vão voltar a servir no futuro ou para aquela ocasião especial que nunca chega. No entanto, é possível descomplicar o armário e dar uma vida nova às roupas acumuladas.

Confira abaixo o infográfico do blog Sernaiotto que ilustra um ciclo inteligente que ajuda a determinar o que deve ser doado, mantido ou jogado fora, tudo em prol do consumo consciente das nossas roupas.

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BÔNUS: Dando vida nova às roupas encostadas

Organize um bazar de trocas entre amigas

Aquelas roupas que não servem mais para você – mas que suas amigas viviam pedindo emprestadas – podem virar moedas de troca num bazar entre amigas. Além de ser um momento divertido para compartilhar memórias, suas roupas vão ganhar vida nova junto às pessoas que você tanto curte. Leia mais

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Slow fashion: uma alternativa sustentável ao fast-fashion

O slow fashion não é uma típica tendência sazonal de moda, mas sim um movimento que está ganhando espaço e chegou para ficar

Imagine que você está passeando no shopping com uma amiga. É semana de liquidação, com tudo chegando até 70% OFF. Você passa por uma vitrine e se apaixona por um par de sapatos. Não que você precise deles – afinal, tem outros tantos similares no guarda-roupas, mas você não pode perder a chance de comprar essa bagatela com o preço reduzido. Soa familiar?

Agora considere que esses sapatos baratérrimos tiveram o design concebido, produzido e posto à venda em tempo recorde, afinal, se o processo demorasse muito, a tendência teria passado. No entanto, para assegurar o preço matador, foi necessário usar matéria-prima de baixa qualidade e mão-de-obra barata na fabricação. Isso seria excelente do ponto de vista da economia para o consumidor e do lucro dos varejistas, mas como diria aquele ditado popular, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”.

Hoje em dia, com uma indústria da moda fortemente pautada na produção global e em massa onde coleções vão da fase de design até as lojas numa questão de semanas, a moda se tornou mais acessível – e descartável – do que nunca. Com varejistas vendendo as últimas tendências de moda a preço de banana, consumidores são facilmente seduzidos a comprar mais do que precisam. Mas este consumo desnecessário vem com um preço oculto, onde o meio ambiente e trabalhadores da cadeia produtiva são quem acaba pagando.

O que é o movimento slow fashion?

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Imagem: Mochni

Em contrapartida ao “fast fashion” – o fenômeno global de produção em massa e consumo desenfreado – originou-se na Europa o movimento “slow fashion”. Ele surge como uma alternativa que promove um modo de pensar, agir e consumir consciente e sustentável.

O termo ‘slow fashion’ foi criado em 2008 pela inglesa Kate Fletcher, consultora de design sustentável e professora do Centre for Sustainable Fashion, inspirado no movimento Slow Food. Assim como em relação à nossa alimentação, o movimento slow fashion incentiva que os consumidores estejam cientes de cada etapa da cadeia produtiva – desde o design até a produção, uso e ao potencial de reaproveitamento de cada peça. Leia mais

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Consumo consciente, Moda sustentável

A nova moda na Suécia é a sustentabilidade

Redes de lojas de segunda-mão do país transformam consumo consciente em tendência

Por Isi de Paula

Ao pensar em moda sueca, muitos vão pensar em gigantes da fast fashion como H&M e KappAhl. O que talvez poucos saibam é que ganha cada vez mais força no país uma tendência que pode ser a chave para mudar a realidade atual da indústria da moda: o comércio de segunda-mão. Desde grandes redes de lojas até os pequenos brechós e mercados de pulgas entram cada vez mais na rota de compras dos suecos, fazendo a diferença não só no bolso, mas também no estilo do consumidor. E o mais importante: com esse hábito, uma grande quantidade de roupas ganha nova vida em vez de ser descartada no meio-ambiente.

MyrornaNão é que o comércio de segunda-mão seja novidade no país. Já nos anos 70, quando o mundo começou a despertar para a consciência ambiental, os suecos encontraram uma nova forma de expressar seu estilo clássico nas peças herdadas de outras gerações, e desde então o consumo de itens usados se popularizou. Mas parece que agora esse setor vem entrando até mesmo na disputa pela clientela do mercado de fast fashion, que vê sua primeira queda desde que explodiu na última década. Quem deu o pontapé inicial no uso de estratégias de marketing para conquistar o consumidor de moda foi a Myrorna, uma rede de lojas que atua na sociedade de três formas simultâneas: incentiva o consumo consciente com a coleta e venda de itens usados, enquanto o lucro gerado com as vendas é destinado a trabalhos de caridade do Exército da Salvação do país. Além disso, as vagas de emprego da loja são destinadas a pessoas em situação vulnerável e com necessidade de recomeçar no mercado de trabalho. Leia mais