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Consumo consciente, Economia compartilhada

Economia colaborativa: compartilhar ao invés de centralizar

A economia colaborativa vem ganhando cada vez mais espaço no nosso dia-a-dia, mesmo sem notarmos. Precisa de carona? Vá de BlaBlaCar. Quer economizar ao dividir táxi? Uber. Vai viajar e quer alugar uma casa pra galera? O Airbnb possibilita hospedagem na casa de desconhecidos por um preço camarada. Precisando de uma furadeira? O Tem Açúcar te ajuda a emprestar de alguém na vizinhança.

Vivemos atualmente numa transição da cultura de posse para uma cultura de acesso, na qual enxergamos nas experiências vividas a fonte da verdadeira felicidade. Com isso, passamos a repensar a – distorcida – percepção de objetos como símbolo de status social. Afinal, como questiona Rachel Botsman, autora bestseller sobre consumo colaborativo, você precisa de uma furadeira ou de um simples furo?

O que é a economia colaborativa?

Economia colaborativa – também conhecida por economia compartilhada ou consumo colaborativo, é um ecossistema sócio-econômico construído em torno do compartilhamento de recursos humanos, físicos e intelectuais. Também inclui a criação, produção, distribuição, comércio e consumo compartilhado de produtos e serviços por diferentes indivíduos e organizações.

economia colaborativa

Ecossistema de economia colaborativa © Tony Magro / HireRight

Na economia compartilhada, os participantes possuem acesso mútuo a produtos e serviços ao invés de priorizarem a propriedade individual. O fenômeno se origina de um crescente desejo dos consumidores de estarem no controle do que consomem, ao invés de serem vítimas passivas do hiperconsumismo.

História da economia colaborativa

O termo “consumo colaborativo” foi primeiramente citado por Marcus Felson e Joe L. Spaeth no paper “Community Structure and Collaborative Consumption: A routine activity approach”, publicado em 1978 na American Behavioral Scientist, mas o fenômeno certamente se originou muito antes disso.

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A economia colaborativa tem como base a comunidade © Huffington Post

No início dos anos 2000, no entanto, foi quando o conceito de economia colaborativa começou a se popularizar à medida que novos modelos de negócios emergiram devido à recessão, possibilitando a ascensão de tecnologias sociais e aumentando a preocupação acerca do crescimento da população global e escassez de recursos.

Em 2011, o consumo colaborativo foi nomeado pela TIME Magazine uma das 10 ideias que vão mudar o mundo.

Sai centralização, entra compartilhamento

O grande diferencial da economia colaborativa é que este modelo tem como base o compartilhamento entre indivíduos, e não a centralização de acesso. É o chamado modelo de consumo peer-to-peer (pessoa-para-pessoa), onde os participantes são os grandes responsáveis por fazer esse sistema funcionar.

Pilares da economia colaborativa

De acordo com Rachel Botsman, autora bestseller sobre o tema, a principal moeda da economia colaborativa é a confiança.

economia colaborativa - confiança

Confiança é o que sustenta a economia colaborativa

Para almas sociáveis, a economia colaborativa tem um charme à parte devido à conexão criada entre as pessoas. Ela diminui a distância entre organizações e indivíduos, e fomenta relações mais humanas entre quem faz parte desse ecossistema.

A economia compartilhada é o exemplo claro do valor da internet para consumidores. Este modelo emergente está crescendo e sendo disruptivo o suficiente para que órgãos reguladores e empresas se unam em prol do bem comum – e compartilhado. Se compartilhar é cuidar, o futuro está no cuidado mútuo uns com os outros ;)

Leia mais: Economia colaborativa na moda: essa onda pega?
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Consumo consciente, Economia compartilhada

6 maneiras simples para se tornar um consumidor consciente

Ser um consumidor consciente às vezes parece tarefa impossível, mas não é! Conheça 6 dicas simples para se tornar um consumidor mais consciente!

Seu guarda-roupas está cheio de peças e você ainda acha que não tem nada para vestir? Você não está sozinho! Uma pesquisa do Waste & Resources Action Programme mostrou que famílias do Reino Unido possuem em média £4,000 em roupas, sendo que 30% delas não são usadas regularmente. Um terço das roupas que compramos anualmente acaba em aterros sanitários, o que não é bom sinal do ponto de vista econômico (afinal, é dinheiro jogado fora), muito menos sustentável.

É hora de mudarmos nossos hábitos de consumo, deixando as compras por impulso de lado e fazendo escolhas conscientes – é isso o que prega a nova era de consumo baseada no lowsumerism.

Mas por onde começar? Listamos aqui 6 maneiras simples para se tornar um consumidor consciente e lidar melhor com nossas roupas, com seu orçamento e, ao mesmo tempo, de uma maneira que impacta menos o meio ambiente.

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O que você está fazendo para ser um consumidor consciente?

1. Conserte e reaproveite, não substitua

Notou um botão faltando ou um furinho pequeno numa roupa velha? Reforme! Não só vai te permitir economizar, mas também vai ser mais gratificante do que comprar uma peça nova.

Leia mais: inspire-se na campanha Make do and Mend, do governo britânico, que incentivava o consumo consciente durante a Segunda Guerra Mundial

2. Evite fast fashion

A fast fashion – moda para ser consumida e descartada rapidamente – não é apenas uma vilã em termos ambientais, mas também sociais. Prefira qualidade ao invés de quantidade ao escolher roupas que sejam feitas para durar.

3. Use até o fim

A maquiagem está na metade e você já cansou dela? O hidratante está cheinho, mas você que experimentar o último lançamento da marca XYZ? Nós te entendemos; também ficamos de saco cheio de usar nossas coisas. No entanto, tente usar até o final antes de comprar outro produto novo; assim você evita acúmulo e desperdício.

Além disso, você também pode comprar roupas de brechós ou itens vintage para estender a vida útil de cada peça de roupa.

4. Invista no consumo colaborativo

Ao invés de jogar fora aquilo que não usa mais, troque, alugue, empreste ou doe. Além de economizar grana, você evitará que esses itens virem lixo.

Outra sugestão: por não organizar uma festa de trocas entre suas amigas para dar vida nova aos objetos encostados? Sabe aquele vestido você nunca usa e que sua amiga sempre pede emprestado? Troque com ela!

5. Exija menos, não mais

Pesquise sobre as suas marcas preferidas e descubra o que elas estão fazendo para agir de forma mais ética e sustentável em suas coleções. Deixe claro que que você quer roupas melhores, não mais roupas.

6. Apoie marcas locais e designers independentes

Quando você compra de produtores locais e designers independentes, você não apenas contribui para um comércio mais justo, como também incentiva modelos mais inovadores, éticos e ‘limpos’ de produção.

Artigo originalmente publicado na Ecouterre, mas adaptado pelo Trocaria.

Quer saber mais sobre como se tornar um consumidor consciente? Leia o post do Oficina de Estilo sobre 5 atitudes sustentáveis (em moda) e encontre mais artigos no trocaria.
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Economia colaborativa na moda: essa onda pega?

Para gigantes da economia colaborativa, como Airbnb e Netflix, o futuro do consumo tem a ver com propriedade, não posse. Será que isso vai funcionar na indústria da moda?

Muitas vezes nós compramos coisas que precisamos/queremos, independentemente da frequência com que iremos usá-las na prática. Para itens que usamos o tempo todo – como geladeira ou uma cama – ou itens que seriam estranhos compartilhar – como escovas de dentes – a posse faz todo sentido. Mas para itens que só usamos de vez em quando (a velha história: você precisa de uma furadeira ou de um furo?), a posse pessoal não é rentável mas, no entanto, muitas vezes é a única maneira de garantir o acesso.

Mas com o avanço da tecnologia e a criação de marketplaces que conectam proprietários com quem precisa dos itens, ficou mais fácil emprestar uma furadeira na vizinhança em plataformas como o Tem Açúcar?, pegar carona no carro de alguém usando o Uber ou alugar um quarto vago pelo Airbnb.

A economia colaborativa está crescendo rápido. De acordo com a PwC, até 2025 ela pode gerar $335 bilhões em receita anual, mais do que os atuais $15 bilhões de hoje. Em 2015, os investimentos globais em start-ups de economia colaborativa totalizaram mais de $12 bilhões – mais do que o dobro do que foi investido em start-ups de social media – de acordo com a Deloitte.

Para os proprietários, a economia colaborativa transforma as posses em fluxo de receitas, permitindo que itens sejam úteis o tempo todo: um carro que só é usado para dirigir para o trabalho pode ser alugado quando fica parado, por exemplo. Para quem aluga, a economia compartilhada proporciona comodidade, já que compensa pagar para usar algo durante um curto período de tempo ao invés de adquirir definitivamente, garantindo acesso sem propriedade, o que agrada a nossa geração, já que valorizamos mais experiências do que bens materiais.

Leia mais: Economia colaborativa: compartilhar ao invés de centralizar

Mas a economia colaborativa pode funcionar na indústria da moda? Leia mais