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Consumo consciente

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Atitude, Consumo consciente, Moda sustentável

11 iniciativas sustentáveis para mudar o consumo de moda

A indústria da moda é a segunda maior poluidora do mundo e a crescente pressão sobre as preocupações ambientais e sociais causadas por processos não-éticos encontrados nesta indústria está levando grandes marcas e empresas do setor a repensarem suas práticas – como a gente já contou no relato da nossa experiência no Youth Fashion Summit.

Por outro lado, como consumidores, a partir do momento que começamos a repensar nossos hábitos percebemos que existem alternativas e novas formas de consumir.

A economia compartilhada está ganhando cada vez mais força (plataformas de compartilhamento de carros, casas e músicas já são comuns em nosso dia a dia) e nos permite ter acesso e usufruir de um produto e/ou serviço sem precisar, necessariamente, possuí-lo.

E na moda não é diferente. Muitas iniciativas estão nascendo com esse propósito, seja para trocar, emprestar ou alugar, podemos escolher uma grande quantidade de peças que nos interessam e usar de uma maneira mais econômica e sustentável, assim evitamos o acúmulo de roupas esquecidas no fundo de nossos guarda-roupas.

Uma pesquisa realizada pela Wrap Research, do Reino Unido, afirmou que ao aumentar a vida útil de uma peça de roupa por apenas 3 meses pode levar a uma redução de 5 a 10% na pegada de carbono, água e resíduos.

Se no futuro os recursos naturais se tornarão cada vez mais escassos e caros, o uso de plataformas que incentivam o compartilhamento e trocas serão cada vez mais populares.

É o início de um novo olhar sobre como consumir moda, de menos posse, mais acesso, menos desperdício e mais conexão. Abaixo listamos algumas iniciativas que adoramos e apoiamos. Confira!

Lucid Bag

Uma comunidade de empréstimo, aluguel e trocas de roupas e acessórios. O projeto acredita que pegar emprestado é um ótimo jeito de evitar compras desnecessárias, além de aumentar a vida útil das peças que estão esquecidas no armário.

Trocaria

Uma plataforma online para a compra, venda e, em breve, troca de itens pré-usados e ‘para sempre amados”. Acreditam e incentivam o consumo consciente e colaborativo da moda por meio da prática da troca e reuso de roupas e acessórios. Também realizam festas de troca.

Roupateca

Um guarda-roupa compartilhado que funciona por assinatura mensal, acreditam que as pessoas juntas, em rede, são mais importantes que a roupa que consomem. Pessoas e marcas ajudam a construir um acervo vivo, com peças de qualidade e atemporais, que carregam informação de moda e beleza, mas também trazem conexões.

Repassa

Uma comunidade virtual de compra e venda de itens de moda gentilmente usados, que remunera a influência das pessoas.

Projeto Gaveta

Com a ideia inicialmente de difundir o conceito de clothing swap no Brasil, criando uma rede onde os participantes pudessem trocar roupas que não usam mais, hoje o projeto Gaveta é um movimento que incentiva uma moda mais humana, real e sustentável através dos eventos que realizam periodicamente.

Excambo

Acreditam que é nossa responsabilidade olhar para os hábitos do dia-a-dia e escolher a melhor forma de nos relacionarmos com a sociedade e o mundo. O projeto organiza eventos de trocas de tudo aquilo que está parado e que não faz mais sentido guardar prolongando a vida útil de cada produto, além de compartilhar muitas histórias.

Aplicativo Roupa Livre

O aplicativo permite trocar roupas usadas por peças de outras pessoas, funciona como o Tinder das roupas, é só curtir uma peça de alguém que curtiu uma sua e combinar a troca.

Trocaderia

É um projeto que promove trocas divertidas. Ele acredita em consumo consciente, moda acessível, eventos animados e em novas chances para os itens que estão parados em armários por aí.

Brick dos Desapegos

É uma feira de moda sustentável que incentiva e fomenta o desapego. Em suas edições congrega expositores de desapegos (pessoas físicas que querem repassar suas pecinhas queridas), brechós itinerantes (pessoas jurídicas) e marcas autorais sustentáveis. Além da venda de vestuário, a cada edição, um conteúdo sobre moda sustentável para debater e refletir.

Trocaí

Um projeto de economia compartilhada que reúne diversas atividades por um consumo mais consciente com objetivo de ajudar as pessoas a repensarem seus hábitos de consumo por um planeta melhor e por um estilo de vida mais sustentável. Desde novembro de 2015, realizam, em São Paulo e outras cidades: feiras de trocas, palestras e workshops, consultorias de moda sustentável e oficinas de educação ambiental.

Espichamos

Uma plataforma online para venda, compra, troca ou doação de itens de crianças e bebês.O projeto foi criado com o objetivo de repensarmos a nossa relação com o consumo, ser consciente, solidário e sustentável.

Esse artigo foi originalmente escrito pelo Slow Down Fashion, guia de marcas locais e inovadoras.

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Consumo consciente, Moda sustentável, Tá na moda

Roupas usadas, hábitos novos: 6 razões para comprar em brechó

2017 chegou e, com ele, uma lista interminável de resoluções de ano novo: fazer matrícula na academia, se alimentar melhor, iniciar um curso de especialização, viajar para aquele safari dos sonhos na África e, porque não, botar a ordem na casa – começando pelo guarda-roupas, é claro. No entanto, organizar a bagunça não é tarefa fácil (embora esse guia de como organizar o guarda-roupa dê uma mãozinha), até por isso que postergamos a arrumação.

E mesmo quem não é fashion addict concorda: com tantas promoções acontecendo simultaneamente nessa época do ano, não tem como escapar.

Muitas das compras – principalmente as que ocorrem por impulso – tem como principal motivador não a necessidade de uso daquela peça, mas sim “a nova pessoa” que nos tornamos ao vesti-la. E como disse John Oliver nesse vídeo sobre fast-fashion“moda é a personalidade que você pode comprar”.

Passada a fase de encanto, o que resta são parcelas a perder de vista e um guarda-roupas abarrotado de coisas – muitas das quais, muito provavelmente, nunca mais voltaremos a usar.

Mas como combinar o desejo por roupa nova ao mesmo tempo em que tentamos consumir de forma mais consciente? Quando bater aquela vontade de vestir algo novo, a melhor opção é ir de brechó!

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Consumo consciente, Moda sustentável

Descomplique seu armário: o que manter, jogar ou doar?

Com a chegada do Ano Novo e nossa lista de resoluções definida, é hora de preparar o terreno – ou melhor, o guarda-roupas, para o que está por vir. Confira nossas dicas de como organizar o armário e dar vida nova às suas peças em 2017.

Sabia que 85% das pessoas mantém roupas que não usam mais? Tendemos a acumular peças de roupa seja por valor sentimental, por achar que vão voltar a servir no futuro ou para aquela ocasião especial que nunca chega. No entanto, é possível descomplicar o armário e dar uma vida nova às roupas acumuladas.

Confira abaixo o infográfico do blog Sernaiotto que ilustra um ciclo inteligente que ajuda a determinar o que deve ser doado, mantido ou jogado fora, tudo em prol do consumo consciente das nossas roupas.

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BÔNUS: Dando vida nova às roupas encostadas

Organize um bazar de trocas entre amigas

Aquelas roupas que não servem mais para você – mas que suas amigas viviam pedindo emprestadas – podem virar moedas de troca num bazar entre amigas. Além de ser um momento divertido para compartilhar memórias, suas roupas vão ganhar vida nova junto às pessoas que você tanto curte. Leia mais

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Consumo consciente, Moda sustentável

A nova moda na Suécia é a sustentabilidade

Redes de lojas de segunda-mão do país transformam consumo consciente em tendência

Por Isi de Paula

Ao pensar em moda sueca, muitos vão pensar em gigantes da fast fashion como H&M e KappAhl. O que talvez poucos saibam é que ganha cada vez mais força no país uma tendência que pode ser a chave para mudar a realidade atual da indústria da moda: o comércio de segunda-mão. Desde grandes redes de lojas até os pequenos brechós e mercados de pulgas entram cada vez mais na rota de compras dos suecos, fazendo a diferença não só no bolso, mas também no estilo do consumidor. E o mais importante: com esse hábito, uma grande quantidade de roupas ganha nova vida em vez de ser descartada no meio-ambiente.

MyrornaNão é que o comércio de segunda-mão seja novidade no país. Já nos anos 70, quando o mundo começou a despertar para a consciência ambiental, os suecos encontraram uma nova forma de expressar seu estilo clássico nas peças herdadas de outras gerações, e desde então o consumo de itens usados se popularizou. Mas parece que agora esse setor vem entrando até mesmo na disputa pela clientela do mercado de fast fashion, que vê sua primeira queda desde que explodiu na última década. Quem deu o pontapé inicial no uso de estratégias de marketing para conquistar o consumidor de moda foi a Myrorna, uma rede de lojas que atua na sociedade de três formas simultâneas: incentiva o consumo consciente com a coleta e venda de itens usados, enquanto o lucro gerado com as vendas é destinado a trabalhos de caridade do Exército da Salvação do país. Além disso, as vagas de emprego da loja são destinadas a pessoas em situação vulnerável e com necessidade de recomeçar no mercado de trabalho. Leia mais

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Consumo consciente, Inovação & Tecnologia, Moda sustentável

Calculadora mostra o impacto da moda no meio ambiente

E se as marcas de moda calculassem o lucro junto com uma análise do impacto ambiental? Agora elas podem e de graça, com ajuda dessa calculadora ambiental

Consumo consciente e moda sustentável tem sido foco da discussão desde o início do Trocaria. Para muita gente, esses conceitos já fazem parte do dia-a-dia, mas ainda há um longo caminho a percorrer quando se trata de conscientização sobre o assunto. Mas é preciso ir além disso: nós como compradores, devemos estar cientes do que consumimos para podermos cobrar mudanças por parte dos grandes varejistas de moda, a fim de que transformem a cadeia produtiva de moda para melhor, melhorando as condições dos trabalhadores têxteis, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto no meio ambiente.

No entanto, essa triste realidade está pouco a pouco mudando: das fast fashion aos grandes estilistas, algumas marcas estão se propondo a fazer a diferença. Uma a levantar a bandeira do consumo consciente a começar pelas universidades é o conglomerado Kering, grupo que reúne em seu portfólio marcas como Gucci, Bottega Veneta, Saint Laurent, Alexander McQueen, Balenciaga, Stella McCartney, Puma, entre outras.

A Kering vem demonstrando o seu compromisso há algum tempo e, no meio do ano passado, lançou a metodologia EP&L – Environmental Profit and Loss, que atribui um valor monetário ao impacto ambiental das operações e da cadeia de suprimentos da empresa, com o objetivo de orientar profissionais da indústria da moda.

A grande novidade do grupo francês é o lançamento de uma calculadora ambiental My EP&L em parceria com a Parsons School of Design, de Nova York. O app irá auxiliar estudantes no “projeto piloto “Kering x Parsons: EP&L”, oferecendo dados para que estilistas analisem os prós e os contras ao planejar a coleção. A calculadora é a espinha dorsal desse programa da Parsons, cujo currículo escolar agora passou a contar com módulos designados a incorporar lições práticas em sustentabilidade, como “Tese de Sistemas & Sociedade” e “Tese em Materialidade”, onde estudantes terão a oportunidade de estudar o processo de EP&L, comparar materiais e entender como as escolhas de fornecimento e fabricação podem influenciar a emissão de carbono de um produto. Leia mais