Biblioteca de roupas
Consumo consciente

“Bibliotecas de roupas” permitem empréstimo em prol do consumo consciente

85% das mulheres acumula roupas que não usa mais. E das roupas que possuímos, apenas 20% são vestidas com frequência. Essa ineficiência é ruim tanto para o bolso quanto para o meio ambiente, já as tendências de moda passam rápido e (quase) todo mundo tenta acompanhar.

Pensando nisso, um novo modelo de negócios vem ganhando força, são as chamadas “bibliotecas de roupas”. O conceito que já existe em alguns países na Europa, Estados Unidos e Austrália, consiste em uma loja de roupas que segue a linha de biblioteca: você não compra, empresta.

A ideia é uma maneira de frear o apetite insaciável que toma conta da gente quando colocamos os pés dentro de uma loja para comprar uma peça nova e usá-la uma única vez. Acontece, e muito. Nas bibliotecas de roupas, no entanto, a lógica é o reuso, qualidadeconsumo colaborativo.

Biblioteca de roupas - LENA Fashion LibraryNa LENA Fashion Library (imagem acima), em Amsterdã, a moda proposta é a do empréstimo sustentável. Na opinião das idealizadoras, o excesso de consumo é um dos maiores problemas da indústria da moda.

O conceito da biblioteca de roupas funciona assim: a cliente assina um pacote mensal (ou individual), procura uma roupa bacana e pega emprestada por até cinco dias — depois devolve e pega outra. Assim, é possível desfrutar do visual sem gastar dinheiro ou adquirir uma peça que ficará encostada no armário. Entretanto, se a cliente se apaixonar pela peça, a biblioteca também as disponibiliza para compra.

Na Suécia, as maiores bibliotecas de roupas são a Klädoteket, em Gotembugo, e The Wardrobe, que fica dentro da Universidade de Borås e funciona em parceria com a Fashion Gallery. Em ambas as bibliotecas, o foco são itens usados, vintage e retrô.

Na Finlândia, é possível emprestar roupas na Vaatelainaamo, no centro de Helsinki. A loja é especializada em roupas de designers finlandeses e modelos vintage.

E para quem procura por itens de luxo, vale dar uma olhada na Albright Fashion Library, uma das pioneiras em Nova York. A loja foi quem inspirou Rent the Runway, que almeja ser a “Netflix para roupas” e Bag Borrow or Steal, que ficou famosa após a personagem de Jennifer Hudson no filme Sex and the City admitir que “alugou” sua bolsa Louis Vuitton.

O que essas bibliotecas de roupas tem em comum é a proposta de mudar como o sistema funciona, focando num modelo de consumo colaborativo.

“Mesmo se as marcas começarem a usar eco-materiais, o objetivo ainda é vender o máximo possível. Nossa opinião é que o consumo excessivo é um dos maiores problemas da indústria. Deveria haver mais foco na produção manual e de qualidade a fim de produzir produtos duradouros e que podemos compartilhar”, afirma Suzanne, da LENA Fashion Library.

Update: O mais legal é que São Paulo acaba de entrar nessa lista das “roupatecas” mais descoladas do mundo com o “guarda-roupas compartilhado” aberto na House of Bubbles, em Pinheiros. A House of Bubbles vai abrigar uma lavanderia self-service juntamente com a roupateca com peças escolhidas a dedo para fazerem parte do projeto no andar de cima, além de bar com ofurô no andar de baixo. Quem quiser usar poderá fazer uma assinatura, pagando mensalidades de R$100, R$200 ou R$300 por mês, de acordo com a quantidade de peças que quiser levar pra casa. Depois de escolher, experimentar e levar as roupitchas para passear, o assinante tem 10 dias par entregá-las lavadinhas e começar de novo.

Biblioteca de roupas - House of BubblesNós do Trocaria apoiamos iniciativas que valorizam o consumo colaborativo, pois acreditamos que na colaboratividade nós vivenciamos experiências mais enriquecedoras para todos. :)

Vimos na Fast Company, The Greenest Post, Hypeness e Razões para Acreditar.

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1 comentário

  • Reply Sebrae dá dicas para quem quer abrir um brechó - Trocaria 15 de novembro de 2015 at 13:42

    […] E se você é fã de moda colaborativa, confira nosso artigo sobre bibliotecas de roupa. […]

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